Wednesday, October 18, 2006

Quadrinhos da Gota Serena

Para os que desconhecem obras de quadrinhos nacionais, aqui vai uma recomendação de uma leitura fascinante. A obra é Estórias Gerais, do roteirista Wellington Srbek e do desenhista Flavio Colin, que teve primeira edição lançada em 2001.
O livro traz seis capítulos recheados de histórias do sertão brasileiro, onde não faltam doses elevadas do misticismo e da simplicidade dos sertanejos, rivalidade entre jagunços comandados por poderosos coronéis e a influência dos padres sobre o povo, que beira ao medievalismo.
Até agora, só devorei o primeiro capítulo da história, Antônio Mortalma, que traz um jornalista da “cidade grande” atrás de histórias ocorridas em um vilarejo de Minas Gerais que é assombrada por ataques de cangaceiros liderados por um lendário homem, temido por todos os moradores da cidade.
Além da linguagem típica dos personagens sertanejos, outra característica bem reproduzida da cultura desse povo é a estética dos desenhos que se assemelha à das ilustrações encontradas em cordéis e que inserem o leitor no ambiente e no clima do interior brasileiro.
Estórias Gerais é baseado na obra-prima de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, e em diversos contos e novelas que retratam a vida típica no interior. A HQ foi indicada como material didático obrigatório em alguns estados brasileiros e, portanto, atingiu alto nível de sucesso.
Quem quiser o material, mas não encontra ou não tem dinheiro, pode procurar em http://hdvirtual.blogspot.com


Monday, October 16, 2006

Fim de uma era

Bem, meus desesperos se foram após uma longa tortura... Estaria a sorte me sorrindo? Difícil afirmar, mas por um dia, ao menos, posso me largar em largos sorrisos. Pra fazer a alegria da criançada trago um link com uma notícia quente: http://www.universohq.com/quadrinhos/2006/n16102006_03.cfm

E, pra dar o troco na poesia triste, apresento-lhes:

Ensacando tempestades

Venham atrás de mim, arautos do destino, que me encontro em total plenitude.

Não há mais ventos virulentos a temer,
Pois agora a força da natureza faliu.
Quero me lançar por um cano e me diluir
No universo.
Minha alegria está em tudo, sou do mundo todo.

Retomo o prazer da vida, e ponho fim ao caos,
Que o clima ruim trouxe, de repente.
As tempestades vão morrendo, empurradas
Do barco,
Que contém a minha vida e minha amada.

Os milagres, enfim, acontecem...
Em momentos simplórios,
Sentados num sofá,
Que parece um globo isolado do mundo.